"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma
semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase
todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada impulso vital. Pois
esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista
por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para
uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um
movimento te surpreenderás pensando algo assim como estou contente
outra vez.
[ C. F ]
sábado, 13 de novembro de 2010
Mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar."
terça-feira, 25 de maio de 2010
Você sabe que de alguma maneira ele esteve ali, bem próximo. Que você podia tê-lo tocado. Você podia tê-lo apanhado. No ar, que nem uma fruta. Aí volta o soco. E sem entender, você então pára e pergunta alguma coisa assim: mas de quem foi o erro?
E eu gostava dele, merda, sempre acabava gostando das malditas pessoas e todas as suas loucuras. Ele se foi. E me disse que tinha estima e consideração e mais alto apreço e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer para colorir a indiferença quando o coração ficou inteiramente gelado. Mas porra, e eu?
Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem. Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre.
Volta, que eu te cuido.
Com o carinho e amor de sempre.
[cf]
E eu gostava dele, merda, sempre acabava gostando das malditas pessoas e todas as suas loucuras. Ele se foi. E me disse que tinha estima e consideração e mais alto apreço e toda essa merda educada que as pessoas costumam dizer para colorir a indiferença quando o coração ficou inteiramente gelado. Mas porra, e eu?
Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem. Fico pensando que nunca mais vai se repetir, é só uma vez, a única, e vai me magoar sempre.
Volta, que eu te cuido.
Com o carinho e amor de sempre.
[cf]
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